Eu quis gritar, tentei até pedir socorro. Mas isso não chega ao acaso. Eu tinha que entender que naquele quarto escuro, só restava eu ali. Deitado com uma coberta até o pescoço e sentindo o vento nas pernas. Pra quê eu iria pedir socorro? Tive que lidar com a dorzinha no peito e com alguma coisa entalada na garganta. Eu quis falar algo, juro. Mas não deu.
—João Fontinelly. (via renunciador)
(via renunciador)


